segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Mar avança e ameaça cidades da Baixada Santista
Em tempos de Copenhague (quando líderes do mundo inteiro estão reunidos na Dinamarca discutindo propostas para tentar diminuir os gases de efeito estufa) nada mais justo do que falar do aquecimento global e do que ele provoca. E bem aqui na Baixada Santista, a elevação do nível do mar (um dos principais efeitos do superaquecimento do planeta) é uma ameaça constante.
Apesar do avanço do mar em boa parte desse pedaço do litoral paulista parecer inevitável, por enquanto, apenas pesquisadores e estudiosos estão preocupados. Representantes do Poder Público da região simplesmente insistem em ignorar o tema, afinal a expectativa é que o pior aconteça somente no final do século. Então pra que se preocupar agora? Certo? Errado.
Nas imagens, três matérias publicadas em A Tribuna (é ao clicar para ler) em junho de 2008, fevereiro e dezembro de 2009. A última mostrando um estudo do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta. E olha que o cenário apontado pela pesquisa não nada positivo.

Apesar do avanço do mar em boa parte desse pedaço do litoral paulista parecer inevitável, por enquanto, apenas pesquisadores e estudiosos estão preocupados. Representantes do Poder Público da região simplesmente insistem em ignorar o tema, afinal a expectativa é que o pior aconteça somente no final do século. Então pra que se preocupar agora? Certo? Errado.
Nas imagens, três matérias publicadas em A Tribuna (é ao clicar para ler) em junho de 2008, fevereiro e dezembro de 2009. A última mostrando um estudo do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta. E olha que o cenário apontado pela pesquisa não nada positivo.

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Reportagem
domingo, 29 de novembro de 2009
Três cores
Já disse aqui uma vez que pôr-do-sol é bonito em qualquer lugar. Mas se este lugar for o Nordeste brasileiro, aí o momento em que o sol se despede fica ainda mais bonito e colorido.
Aqui três momentos, três dias, três lugares diferentes, apesar de o cenário (cheio de coqueiros sempre) parecer o mesmo. Aqui o pôr-do-sol em três cores.
Mais pôr-do-sol em:
São Vicente
Atibaia
Ubatuba
A caminho de Ribeirão Preto
Ilha do Cardoso
Santos
Aqui três momentos, três dias, três lugares diferentes, apesar de o cenário (cheio de coqueiros sempre) parecer o mesmo. Aqui o pôr-do-sol em três cores.
Mais pôr-do-sol em:
São Vicente
Atibaia
Ubatuba
A caminho de Ribeirão Preto
Ilha do Cardoso
Santos
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Abundância X escassez

Nas piscinas naturais de Porto de Galinhas, em Pernambuco, o que se vê é fartura de quase tudo: tem uma infinidade de peixes nadando em pequenos espaços criados pela própria natureza, centenas de turistas fascinados com a abundância de peixes, muitas câmeras fotográficas digitais portadas pelos visitantes e uma grande quantidade de jangadas e jangadeiros que levam os turistas para ver os peixes.

A única coisa que não se tem em abundância no local é o tempo dado aos turistas. O passeio até as piscinas naturais custa R$ 10 por pessoa, mas dura apenas 45 minutos. Impossível apreciar tanta beleza em menos de uma hora.
Abundância - (substantivo feminino): fartura, grande quantidade. (Antônimo): falta, carência, escassez
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Deus é brasileiro
Deus é mesmo brasileiro. É essa a certeza que se tem depois de visitar um lugar como o mostrado na imagem. Na foz do Rio São Francisco (também chamado de Velho Chico pelos populares e de Opará pelos indígenas) uma montanha de areias surge pouco antes do encontro de suas águas com o Oceano Atlântico. É algo tão espetacular e surpreendente que parece inventado, plantado naquele lugar como se não fosse de verdade. Mas é real e extremamente lindo.O passeio de barco até as dunas parte da cidade de Piaçabuçu, em Alagoas. O município ribeirinha serviu de cenário para o filme Deus é brasileiro, com Antonio Fagundes e Wagner Moura, e dirigido por Cacá Diegues. No longa, Deus resolve tirar umas férias e vai procurar um substituto em terras brasileiras.
Longo trajeto até a foz: o Rio São Francisco nasce em Minas Gerais, atravessa os estados da Bahia, Pernambuco e Sergipe e termina no sul de Alagoas.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
Eles são alagoanos
Alagoas é terra de gente famosa como Aurélio Buarque de Holanda, Graciliano Ramos, Djavan, Nise da Silveira e Marta (melhor jogadora de futebol do mundo que atualmente defende o Santos). Mas o Estado também é lugar de gente muito simples, como as populações ribeirinhas que vivem às margens do Rio São Francisco.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
50 centavos a trepada
Cana, coco e mar. No Nordeste, esses três itens são essenciais para a sobrevivência de milhares de famílias. Somados ao turismo, eles são responsáveis por boa parte da economia dos estados desse trecho do País.
Somente para dar o exemplo de dois deles (Pernambuco e Alagoas), para quase todos os lados que se olha essa mistura é tudo que se vê. Mas dos itens citados, um deles chama mais atenção: os cocos.
Essa fruta é responsável pela fortuna de umas poucas pessoas (os proprietários das fazendas de coqueiros), ao mesmo tempo que garante baixíssimos salários (aos trabalhadores que fazem o plantio e a colheita dos cocos). Quando falo em fortuna, me refiro a muito dinheiro mesmo e, quando digo baixíssimos salários, quero dizer miseráveis.
A conta é simples: enquanto um trabalhador ganha R$ 0,50 por cada coqueiro que sobe para colher a fruta (dependendo da árvore, esse valor pode cair para R$ 0,30), seu empregador é capaz de ser dono de milhares de coqueiros em áreas tão extensas que ocupam, às vezes, mais de um município.
Na foto, um pequeno pedaço da imensa fazenda de coqueiros da praia do Gunga, no litoral sul de Alagoas.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A expansão imobiliária, a onça e a imprensa
Foto: Jonne Roriz/AE
A notícia da onça suçuarana, que invadiu a Rodovia Anhanguera na semana passada e foi atropelada, ganhou neste fim de semana um capítulo que merece destaque. Na edição de domingo, do jornal O Estado de S. Paulo, uma matéria publicada no caderno Aliás chamou atenção para um problema sério e cada vez mais comum: a expansão imobiliária que avança sobre áreas de preservação e ameaça a fauna, que não tem para onde ir.
No texto escrito de forma brilhante pelo repórter Ivan Marsiglia, toda a história da onça - a decisão de atravessar a rodovia, o atropelamento, o resgate e a recuperação do animal, que está sob cuidados da clínica do Centro Brasileiro para Conservação de Felinos Neotropicais, da Mata Ciliar, em Jundiaí – é contada como se fosse a própria suçuarana narrando.
Este é apenas um pequeno trecho do texto original, que vale a pena ser lido. Um alerta, um momento de reflexão necessário e feito pela imprensa. Que bom se na imprensa, todos os dias fossem assim.
A notícia da onça suçuarana, que invadiu a Rodovia Anhanguera na semana passada e foi atropelada, ganhou neste fim de semana um capítulo que merece destaque. Na edição de domingo, do jornal O Estado de S. Paulo, uma matéria publicada no caderno Aliás chamou atenção para um problema sério e cada vez mais comum: a expansão imobiliária que avança sobre áreas de preservação e ameaça a fauna, que não tem para onde ir.No texto escrito de forma brilhante pelo repórter Ivan Marsiglia, toda a história da onça - a decisão de atravessar a rodovia, o atropelamento, o resgate e a recuperação do animal, que está sob cuidados da clínica do Centro Brasileiro para Conservação de Felinos Neotropicais, da Mata Ciliar, em Jundiaí – é contada como se fosse a própria suçuarana narrando.
"A travessia, nem sei como fiz. Sou ligeiro, mas a sorte ajudou. Acontece que, quando ia dar o pulo do gato por cima da mureta, uma coisa grande bateu em mim. O mundo girou, não vi mais nada. O senhor sabe que sou sujeito de coragem: até a pintada, a maioral do pedaço, respeita minha valentia. Mas confesso que fiquei com medo. Paralisado. Mais de uma hora ali, encolhidinho, até vocês chegarem. Mostrei bem os dentes, que não sou de passar recibo".
Este é apenas um pequeno trecho do texto original, que vale a pena ser lido. Um alerta, um momento de reflexão necessário e feito pela imprensa. Que bom se na imprensa, todos os dias fossem assim.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
Santos está cada vez mais vertical e cara
Elas vão dominar o mundo. Em Santos, esse objetivo começou a ser colocado em prática há anos, e o resultado (cada vez mais evidente) pode ser observado numa rápida andada pelas ruas da Cidade. Para ilustrar o que (e de quem) estou falando, escolhi o bairro do Embaré. Selecionei um pequeno trecho: entre os canais 4 (Avenida Siqueira Campos) e 5 (Avenida Almirante Cochrane) e entre a Avenida Bartolomeu de Gusmão (em frente a praia) e a Rua Vergueiro Steidel (imagem 1). Somente nesta área há cinco exemplos atuais do tema ao qual me refiro.O assunto aqui é o tal boom imobiliário, incrementado pela economia estável do País. E elas (aquelas que vão dominar o mundo) são as construtoras, que compram os raríssimos terrenos vazios (ou os que ainda mantêm casas e pequenas construções) nas regiões mais nobres da Cidade e erguem torres de altíssimo padrão.
A matemática dessa operação (uma ou duas casas a menos é igual a um prédio alto) tem resultado numa super valorização dos imóveis (inclusive os usados), cuja consequência direta é a expulsão (para as periferias ou para as cidades vizinhas) de quem não consegue se manter num lugar onde viver é cada vez mais caro.No Embaré o boom imobiliário é uma realidade. O bairro, que já é bastante verticalizado, não pára de crescer para cima. Além das recentes torres já prontas e ocupadas, outras estão em plena construção.
Na Avenida Bartolomeu de Gusmão, um prédio será construído ao lado de um do edifício mais torto da orla (imagem 2). Para quem não sabe, Santos tem o segundo pior solo do mundo (só perdendo para a Cidade do México). Assim, na avenida da praia muitos prédios mais antigos são tortos, decorrentes de fundações pouco profundas.A segunda obra destacada (imagem 3) não fica em frente a praia, mas com certeza terá unidades com vista para o mar. É na Rua Oswaldo Cochrane. O edifício não ocupará apenas um terreno. Antes, na área comprada, funcionavam um estacionamento e um pequeno hotel.
O terceiro empreendimento, na Avenida Dr. Epitácio Pessoa (imagem 4) é de altíssimo nível. Quando a obra for concluída, com certeza será um dos edifícios mais altos da Cidade, com mais de 100 metros de altura.O quarto prédio fica na mesma avenida (imagem 5). No local antes existia uma casa que chegou a ser usada como comitê político. Nesta quadra, aliás, hoje há apenas um edifício, que visto do alto se destaca entre as pequenas construções habitadas ou ocupadas por comércios.
O último exemplo apontado fica na Rua Álvaro Alvim (imagem 6). A construção, cujo modelo de fundação escolhido foi o chamado bate-estaca, acabou gerando ruído em excesso (essa é outra característica do boom imobiliário) e resultou na articulação da vizinhança que protestou, recolheu assinaturas e exigiu providências da Prefeitura. Graças a mobilização dos moradores, a construtora teve que acabar de cravar as estacas no solo utilizando outro método. 
As imagens que ilustram o texto foram retiradas do Google Earth (de junho de 2009). Para ver os detalhes é só clicar para ampliar
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Baixada Santista
domingo, 13 de setembro de 2009
SOS Mata Atlântica monitora pesca amadora no Lagamar
A Fundação SOS Mata Atlântica está monitorando a pesca amadora em Iguape, Cananeia e Ilha Comprida,, região conhecida como Lagamar, no extremo sul do Estado de São Paulo. O projeto Mata Atlântica & Pesca, desde fevereiro, está avaliando os impactos dessa atividade sobre os recursos pesqueiros, e acumulando informações com o objetivo de traçar um plano de manejo ambiental. Até o momento mais de 6 mil peixes capturados foram avaliados. Nunca é demais falar sobre a importância dessa região que abriga a maior porção contínua de Mata Atlântica do País, além de estuários, manguezais, restingas, praias e ilhas. Não é à toa que a área é considerada um importante berçário de muitas espécies marinhas.
Por tudo isso, diagnósticos como o que a SOS Mata Atlântica pretende fazer são sempre positivos, pois somam conhecimento e alertam para a importância da responsabilidade dos atores sobre o meio. E é exatamente neste ponto que o trabalho ganha ainda mais mérito. Como depende dos guias de pesca para coletar os dados, o projeto vem despertando nas pessoas que estão participando, mesmo antes de ser concluído, consciência sobre a necessidade de preservar esse paraíso.
Para ler matéria publicada em A Tribuna é só clicar na imagem e ampliar
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